As tarifas de água e esgotos, taxas e serviços praticados pelo Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (DAEV) serão reajustadas em 6,56% a partir de janeiro de 2015. O reajuste vale para todas as faixas, categorias de consumo e serviços complementares prestados pela Autarquia, de acordo com a inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aferido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os novos valores a serem praticados pelo DAEV foram validados pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Agência Reguladora PCJ). A ARES-PCJ é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços públicos de saneamento básico dos municípios consorciados, inclusive Valinhos, de acordo com as Leis Federais Nº 11.107/2005 e Nº 11.445/2007.

O decreto com os novos valores e tabela será publicado na edição da próxima segunda-feira, dia 29, da Imprensa Oficial de Valinhos. O último reajuste tarifário praticado pelo DAEV ocorreu em dezembro de 2013. Não se trata de revisão tarifária, mas de reajuste dos valores das tarifas, taxas e serviços de água e esgoto baseado na variação da inflação anual, medida entre os meses de dezembro de 2013 e novembro de 2014, pelo IPCA.

Segundo a Lei Federal Nº 11.445/2007, a regulação define as tarifas que assegurem o equilíbrio econômico-financeiro do DAEV com a adoção de valores acessíveis aos usuários e que ao mesmo tempo proporcionem eficiência e eficácia dos serviços.

Rodízio – O rodízio em vigor no município desde 7 de fevereiro tem proporcionado uma economia de 25% no consumo. Antes da medida, Valinhos consumia 40.000.000 de litros por dia e após o racionamento e o engajamento da população o município reduziu para 30.000.000 de litros/dia.

A redução tem sido fundamental para evitar o colapso no abastecimento, mas reflete diretamente na receita do DAEV, que caiu também cerca de 25% do faturamento em tempos normais.

Segundo o presidente da autarquia, Luiz Mayr Neto, “o DAEV perdeu receita justamente no momento em que tem sido necessário investir mais em tratamento, em novas captações emergenciais, na ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) II e na manutenção da rede. Mas a causa é justa e nobre. Chegamos ao fim de 2014 com as contas em equilíbrio”.